quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pérolas das eleições

No Brasil, ou em qualquer lugar do mundo, eleição deveria ser uma coisa muito séria e de vital importância.

Sim, porque é onde o cidadão delega poderes aos políticos para administrar o dinheiro de seus impostos pagos compulsoriamente e em troca disso receber  educação, saúde, segurança, habitação, transporte e outros serviços básicos com eficiência e qualidade.

Porém, o que na realidade vemos são pessoas se candidatando a cargos os mais diversos para na verdade ao serem eleitos se locupletarem do dinheiro público.

De qualquer modo, já que não podemos dar solução nesse problema, vamos pelo menos nos divertir com ele.

Abaixo, um candidato a vereador tentando fazer seu jingle de propaganda eleitoral. Assista e morra de rir. Ou fique sério se for capaz.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Poliafetividade

Como neste espaço, assuntos polêmicos tem prioridade, vamos iniciar a semana com um bastante interessante.

Foi divulgado efusivamente pela mídia nesse final de semana passado, um fato nada convencional registrado no cartório da cidade de Tupã, cidade do interior do estado de São Paulo.

Trata-se de uma escritura lavrada efetivando união estável entre um homem e duas mulheres, que se convencionou chamar de união poliafetiva.

Deixo a cargo dos meus leitores e seguidores opinarem sobre o assunto.

Abaixo, matéria de autoria de Ruth de Aquino jornalista da revista Época e divulgada no JBF, www.luizberto.com .

Eu vos declaro marido e mulheres

Ruth de Aquino

Tinha de ser em Tupã o cartório que lavrou a primeira escritura brasileira de um “casal de três”: um homem e duas mulheres. Tupã, bem antes de ser uma cidade do interior de São Paulo, era o deus do trovão dos guaranis. E nós, caras-pálidas, sabemos que os índios nunca se interessaram pela monogamia. Por que a maioria de nós sente uma necessidade visceral de regular o amor e de se apropriar do outro a qualquer custo?

O trio familiar – “triângulo” virou coisa antiga por sugerir traição – é do Rio de Janeiro e só foi para Tupã oficializar a união estável porque está ali uma tabeliã de cabeça aberta: a paulistana Cláudia do Nascimento Domingues. Ela faz doutorado na USP sobre “famílias poliafetivas”. Um nome pomposo que evita a armadilha da “poligamia” e confirma uma tendência: adaptar o Direito a uma realidade bem mais plural que o casamento tradicional.

A tabeliã Cláudia – que vive com um homem uma união estável e sem filhos – tem sido procurada nos últimos meses por vários tipos de famílias, ansiosas para registrar o “poliamor” em cartório, assegurar direitos e comemorar visibilidade social. Família de três mulheres. Família de dois homens e uma mulher. Família de quatro pessoas: dois homens que moram no Brasil e suas duas parceiras que viajam muito. “Esta última é uma relação estável de cinco anos, e todos os amigos sabem que se relacionam entre si. É uma união ampla, conjunta, múltipla”, diz Cláudia.

A série de adjetivos revela uma dificuldade natural: como classificar o mundo novo do amor sem amarras. Como revestir de respeito e legitimidade o que muitos chamariam pejorativamente de “suruba”. Numa sociedade estruturada na monogamia, onde casais prometem, no altar, no cartório ou na cama, fidelidade até que a morte os separe, como aceitar formatos de família tão, digamos, criativos?

Os casais de três ou quatro pessoas que têm buscado o cartório de Tupã fazem parecer careta a “relação aberta” da geração hippie. Até os casais gays, chamados de homoafetivos, começam a ter um ar conservador… caso exijam exclusividade no afeto. No próximo século, segundo Cláudia, cuja orientadora na USP é uma desembargadora do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias, não olharemos o homo ou o heterossexual pela distinção de gêneros: “Será uma preferência, como quem gosta de vinho ou de cerveja”.

“Onde está escrito que família precisa ser de um tipo só?”, pergunta Cláudia. “Não estamos inventando nada, não é? Na verdade, estamos voltando ao passado, aos gregos, ou então imitando os índios.” A televisão já ilustra de forma folclórica os “poliafetivos compulsivos”, aqueles homens que elas costumavam chamar de “galinhas”. É o caso de Cadinho, personagem de Alexandre Borges na novela Avenida Brasil, com suas três mulheres. Foram elas, cansadas de ser enganadas, que decidiram compartilhar Cadinho num contrato com regras, horários, direitos e deveres. Em sua tese de doutorado, Cláudia pretende incluir papos com o autor da novela, João Emanuel Carneiro, e também com Pedro Bial, por seu programa das quintas-feiras, Na moral.

Para oficializar a união estável do trio do Rio, as primeiras preocupações de Cláudia foram: algum deles é casado? Não. Algum tem impedimento legal para viver em conjunto? Não. “Marquei com o homem e as duas mulheres para entender seus motivos. Não queriam casar. Só queriam definir regras em contas conjuntas, compra de imóvel, herança. Parentes e amigos já os tratavam como família havia alguns anos. Lavramos a escritura no fim de março. Até onde sabemos, é a primeira do tipo no Brasil.”

Apesar de pioneira, essa escritura é mais aceitável porque todos estão de acordo. E quando uma pessoa casada tenta registrar no cartório uma família paralela, sem conhecimento do cônjuge, para garantir os direitos do(a) amante? “É uma questão para a Justiça decidir”, diz Cláudia. Se a pessoa não se divorciou, pode até estar separada, mas, por ter uma união civil reconhecida, não pode legalmente registrar em contrato público uma família paralela. Mesmo que a relação, correta ou não, seja de amor. “Quando o Direito não oferece alternativa, as pessoas sempre dão um jeito. Fazem um contrato privado.” Um dos casais que procuraram a tabeliã planeja driblar a lei. Eles são casados oficialmente, mas há uma terceira pessoa aceita pelos dois. Pretendem então se divorciar para, depois, constituir uma “família poliafetiva”. Tortuoso, não? Pois isso se chama realidade.

São exceções, mas, quem sabe, moram no apartamento ao lado do seu. E, caso encarem com honestidade o “poliamor”, quem somos nós – alguns nos engalfinhando por casos extraconjugais passageiros ou longos – para julgar o que é certo e errado na expressão do afeto e do desejo?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Enfim, uma atitude contra os bancos

Até que enfim a justiça resolveu agir com relação aos agiotas oficiais.

É lógico que ninguém é obrigado a fazer empréstimo em qualquer que seja a instituição financeira. Porém, a maioria delas se utiliza de uma propaganda mais do que convincente, conseguem a sua assinatura no contrato e depois viram as costas e dificultam seus acessos as informações de portabilidade da dívida para outros bancos.

Pior ainda é quando cobram multas para liberar essa mesma portabilidade alegando cessão de lucros, pelo fato da liquidação antecipada da dívida.

Foi o que aconteceu comigo com relação a um empréstimo consignado feito junto ao banco BMG, pelo qual fui obrigado a recorrer a justiça comum através de processo judicial que tramita desde o mês de novembro de 2007, sem que até a presente data tenha havido qualquer sentença.

Vamos esperar que com iniciativas desse tipo, as instituições financeiras tenham mais um pouco de respeito e consideração por seus clientes.

Abaixo, matéria publicada na Agência Brasil.

Ministério Público suspende concessão de crédito de dez bancos em Minas Gerais

Agência Brasil | 21/08/2012

Por intermédio do Procon, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais suspendeu, em decisão cautelar, todos os serviços de concessão de crédito de dez instituições financeiras que atuam no estado.

Segundo o Ministério Público, o processo administrativo foi instaurado após grande número de reclamações recebidas pelo Procon estadual. Os consumidores se queixavam de dificuldades para receber dos bancos “informações cadastrais e financeiras imprescindíveis à portabilidade de dívidas, bem como necessárias para liquidação antecipada de débito, total ou parcialmente”.

As instituições financeiras que tiveram as operações de concessão de créditos suspensas em Minas Gerais foram os bancos BMG, Bonsucesso, Cacique, Cruzeiro do Sul, GE Capital, Intermedium, Mercantil do Brasil, Rural e Santander, além da BV Financeira. “A quitação antecipada de débitos, conforme a decisão, é um direito do consumidor previsto no Artigo 52, Parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor. A negativa pelas instituições bancárias de fornecer informações ou documentos indispensáveis para quitação antecipada infringe tal dispositivo, além de agredir frontalmente os incisos 3 e 4 do Artigo 6º, que, respectivamente, obriga o fornecedor a informar corretamente o consumidor e proíbe métodos desleais ou coercitivos”, diz o Ministério Público.

Além disso, explica o Ministério Público, “a portabilidade de dívidas está assegurada por determinações do Banco Central, principalmente a Resolução n.º 3.401/2006, que dispõe sobre a quitação antecipada de operações de crédito e de arrendamento mercantil por meio de recursos transferidos de outra instituição financeira. Permite-se, então, ao consumidor, quando constatar juros e encargos menores sendo praticados por um banco, portar seu débito para esta instituição”. De acordo com o Ministério Público, a decisão cautelar, inédita no Brasil, vai vigorar a partir do momento em que as instituições financeiras forem notificadas para indicar os eventuais procedimentos adotados quanto à paralisação das infrações citadas.

A decisão estabelece multa diária de R$ 1 mil para a instituição bancária que descumprir a determinação. O dinheiro arrecado com a multa será destinado ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor. Segundo o Ministério Público, há ainda “a possibilidade de aplicação das sanções penais cabíveis”. Procurada pela Agência Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que “não comenta questões envolvendo seus associados individualmente, incluindo suas políticas de negócios”.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O imperador está voltando

Para aqueles que não acreditavam ou que torciam contra, está se tornando realidade a volta do Adriano ao time do Flamengo.

Ontem, o jogador esteve no consultorio do médico do Flamengo Dr. José Luiz Runco para exames no tendão de aquiles, a parte lesionada que o impedia de voltar aos gramados.

Ficou constatado que o problema está totalmente sanado dependendo apenas dos treinamentos físicos e com bola para que ele adquira seu condicionamento físico ideal.

Nós torcedores rubro-negros estamos apreensivos para que o imperador assine logo o contrato e volte a nos dar alegrias com seus belos gols.

Abaixo, vídeos com depoimento seu na saída do consultório e outro com a importância que o imperador teve no hexacampeonato do Mengão.

AVE IMPERADOR!



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Para não passar em branco

Meus caros leitores e seguidores,

Como ultimamente a falta de tempo e de inspiração me deixam sem condições de fazer novas postagens e para não passar em branco nesse final de semana, encontrei um texto publicado no blog Rapadura Cult http://rapaduracult.blogspot.com.br/ de autoria do jornalista da Folha de Sao Paulo, XICO SÁ, o qual reproduzo abaixo.


A fêmea e a arte de pedir gostoso

Uma das maiores virtudes de uma fêmea é a arte de pedir.
Como elas pedem gostoso.
Como elas são boas nisso.
Resistir, quem há de?
Um simples “posso pegar essa cadeira, moço?” vira um épico, como a cena que serviu de espoleta para esta crônica.
É o jeito de pedir, o ritmo safado da interrogação, a certeza de um “sim” estampado na covinha do sorriso.
Quantos segredos se escondem na covinha de uma mulher.
Pede que eu dou.
Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo!
Estou pedindo: pede! Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis.
Não me pede nada simples, faz favor. Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.
Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses.
Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos.
Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim ou de Nossa Senhora do Carmo no braço, são lindamente barulhentos.
Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.
Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos.
Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: “Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?” Um castelo na Inglaterra? Sim, eu dou na hora.
Que o Íbis seja campeão este ano?
Sim, eu opero o milagre.
Como no pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!
Pede, benzinho, pede tudo.
Que eu largue a orgia, pare de beber e me regenere???
Pede, minha nega, que o amor tudo pode, por ti cumpro as promessas de todos sambas de regeneração.
Que eu suba na pedreira Paulo Leminski e declame os mais lindos poemas de amor verdadeiro?
Só se for agora, estou indo.
Os melhores cremes da Lancôme?
Vou a Paris agora, nem que seja a nado.
Eu lhe peço, me pede.
Não pede mimos baratos… Pede ATENÇÃO!!!, essa mercadoria tão cara nos dias que correm.

Xico Sá

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Doando o sangue pela camisa


Não, não é o rubro negro carioca, é o rubro negro baiano. 

Na verdade é o Esporte Clube Vitória que vem fazendo uma excelente campanha.

Mas, não é uma campanha de vitórias em cima dos adversários. É sim, uma campanha pela doação de sangue.

É que devido ao baixo nível do estoque de sangue no HEMOBA – Hemocentro da Bahia, o time do Vitória resolveu fazer uma campanha inusitada com sua torcida.

Retirou as listas vermelhas do seu uniforme tradicional, e a cada jogo na medida que as doações aumentassem ia-se voltando a cor vermelha na camisa até que os estoques de sangue fossem subindo aos níveis normais.

Uma bela iniciativa para ser copiada por outros times do Brasil.

Abaixo vídeo divulgado no Esporte Espetacular da Rede Globo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A mulher perfeita existe

Trata-se da atriz Adriana Birolli, bonita, inteligente e sem qualquer tipo de preconceito.

Para os incrédulos, abaixo publicamos a entrevista concedida por ela a Isabela Kassow do portal IG.

Quem quiser ler a matéria completa é só clicar aqui.

iG: Mulher também pode ligar no dia seguinte?
ADRIANA BIROLLI: Essa não deve ser uma atitude majoritariamente masculina. Hoje em dia vale mais a vontade de cada um. Temos que deixar de lado a ilusão, aquela coisa de fantasiar o homem da minha vida. Não é proibido mulher tomar iniciativa. Homem também pode ser conquistado.

iG: Quem paga a conta?
ADRIANA BIROLLI: Eu divido tudo, sempre.

iG: Até a conta do motel?
ADRIANA BIROLLI: Depois que você conhece e tem intimidade, pode pagar um dia, ele paga no outro dia. Eu aceito que ele pague num dia especial, se for um convite especial...

iG: Quando é a melhor hora para discutir a relação?
ADRIANA BIROLLI: Nunca. Quando precisa discutir a relação é porque algo vai errado. Não é bom discutir, não.

iG: Homem é quem deve pedir em casamento?
ADRIANA BIROLLI: Mulher fala em casamento muito mais do que o homem. Agora, propor... Conheço algumas mulheres que falaram e pediram o homem em casamento. O ideal é que ambos se pronunciem.

iG: Homem pode reclamar da celulite da parceira?
ADRIANA BIROLLI: Pode desde que aceite que a mulher também possa reclamar da barriguinha dele. Mulher não tem que ter esta paranoia de ficar chateada ao ouvir críticas. A vaidade masculina está superexacerbada. Conheço homens muito mais vaidosos do que mulheres. Numa relação, o que se busca é a satisfação mútua de amizade e sexual. O ideal é falar o que te incomoda no parceiro. Mas não ache que você vai mudá-lo só porque está falando algo numa noite.

iG: Quando é hora de propor um sexo menos casual, mais selvagem?
ADRIANA BIROLLI: Ambos têm seus desejos e suas preferências sexuais, por isso ambos podem propor e ter liberdade para dizer até onde é permitido avançar. Um casal é um casal. Sexo se faz a dois, sempre.

iG: Traição é perdoável?
ADRIANA BIROLLI: Ainda não passei por esta situação, é a pergunta mais difícil de responder. Não sou a favor da traição. Mas cada caso é diferente. De que maneira isso pode ser possível num relacionamento afetivo? A base tem que ser a lealdade. Independentemente da infidelidade, é preciso conversar antes.

iG: A mulher se prepara para o outro ou para si mesmo?
ADRIANA BIROLLI: De vez em quando eu quero me sentir bem, então me arrumo para eu mesma. Mas em certas ocasiões me visto bem e me preparo para ficar em casa esperando meu namorado. Neste caso, me arrumei para ele me ver bem. São situações variadas.

iG: Casamento é assunto apenas do universo feminino?
ADRIANA BIROLLI: Mulher idealiza a vida toda um casamento sem saber com quem vai ser aquilo. Aí arruma o noivo e parece que o casamento é só dela. O noivo é só o coadjuvante. Não estou falando que o noivo tem que participar de tudo, até do tipo de flor da decoração da igreja. Mas é preciso discutir a dois como vai ser a celebração do nosso amor.

iG: Homem machista tem vez?
ADRIANA BIROLLI: Não está nem em questão. Não sou uma pessoa difícil, mas sou justa. Olha como sou! Relação saudável não pode limitar o outro, ambos têm que ter voz, tem que pôr suas opiniões. Não existe isso de um só ter a palavra final. Comigo, pelo menos, não rola.